Óleos de coco, macadâmia, gergelim, cártamo, linhaça e girassol
Conheça e compare os principais benefícios destes óleos funcionais.
Extraídos de sementes, frutas e grãos eles contribuem para a saúde e ainda auxiliam no emagrecimento...
Os alimentos funcionais foram classificados pela Anvisa (Agência
Nacional de Vigilância Sanitária) como alimentos ou ingredientes com
propriedades funcionais que podem, além de suas funções nutricionais
básicas, produzir efeitos metabólicos e/ou fisiológicos e/ou benéficos à
saúde, sendo seguros para consumo sem supervisão médica.
Dentro desse grupo de alimentos, encontramos os óleos funcionais.
Extraídos de sementes, frutas e grãos diversos, o consumo regular desses
óleos pode trazer inúmeros benefícios para o corpo, a beleza e a saúde.
Basta uma pequena dose diária para prevenir doenças cardíacas,
controlar o colesterol, potencializar o emagrecimento, cuidar da pele e
até mesmo suavizar os efeitos da tensão pré-menstrual.
Para
garantir a eficácia desses óleos, eles são extraídos em uma prensagem
fria e não passam por refinamento nem recebem a adição de solventes.
Dessa maneira, todas as propriedades benéficas do alimento são
devidamente conservadas.
Seguindo esse raciocínio, os
especialistas recomendam que os óleos sejam ingeridos em temperatura
ambiente, pois o aquecimento também pode eliminar alguns nutrientes
importantes e diminuir a eficácia do produto. Para contar com todos os
benefícios dos óleos, basta ingerir duas colheres de chá ou de sopa por
dia, seguindo a recomendação do seu nutricionista.
Conheça alguns tipos de óleos funcionais e saiba quais são as vantagens de incluí-los em sua dieta.
- Óleo de coco
O óleo extraído das frutas maduras do coqueiro não teve sempre uma boa
fama. De acordo com o jornal US News, por muito tempo os especialistas
desaconselharam o consumo desse tipo de alimento devido à presença das
gorduras saturadas. Mas estudos mostraram que ele é formado por uma
cadeia de triglicerídeos de tamanho médio (menor do que as cadeias dos
outros tipos de gorduras saturadas), que faz com que o óleo seja
metabolizado de maneira mais rápida, evitando que o alimento se acumule e
se transforme em gordura no organismo.
O jornal The Huffington
Post indica que, quando ingerido, o óleo de coco é convertido em
energia imediatamente, acelerando o metabolismo e sendo digerido mais
rapidamente. Na prática, isso significa que é possível investir no
alimento como um grande aliado na busca do emagrecimento. Sua ação no
organismo colabora com o gasto energético e, como resultado, temos uma
perda significativa de peso e medidas.
Além disso, o jornal The
Huffington Post afirma que o alimento é fonte de energia, possui ação
antifúngica, diminui a acne e faz bem para unhas e cabelos. A
pesquisadora especializada em Ciência Nutricional, Dra. Mary Enig, ainda
afirma que o óleo de coco fortalece o sistema imunológico e aumenta a
resposta do organismo a inflamações, melhorando a resistência as
doenças.
- Óleo de macadâmia
O óleo de macadâmia é um
poderoso aliado no combate ao colesterol, às doenças do coração e do
envelhecimento. Consumido naturalmente, como acompanhamento de saladas,
por exemplo, ou presente na formulação de diversos cosméticos por sua
ação emoliente, o óleo extraído dos grãos é rico em ômega-7 e vitaminas A
e E.
Um estudo realizado em 2003 no Centro de Pesquisas de
Nutrição, na Austrália, demonstrou que o consumo regular do óleo diminui
consideravelmente os níveis de colesterol total e LDL. Ainda ficou
comprovado que, apesar de conter gorduras em sua composição, o óleo de
macadâmia auxilia no controle do peso sem aumentar as taxas de
colesterol.
Para fins cosméticos, o produto pode ser aplicado
diretamente sobre a pele. O jornal The Huffington Post ainda lembra que o
óleo é facilmente absorvido pela epiderme, couro cabeludo e cabelos.
Além de um ótimo emoliente, o óleo cria uma espécie de barreira
protetora sobre a pele e os cabelos, agindo contra os efeitos do vento e
do calor excessivo.
O portal Live Strong também lembra que os
grãos de macadâmia são ricos em ácido palmitoleico, uma das substâncias
que compõem a pele, mas que vai se perdendo com o passar dos anos. Sendo
assim, o óleo pode ser usado para repor essa substância, combatendo o
ressecamento da pele e o envelhecimento e ajudando a manter um aspecto
sempre jovial.
- Óleo de gergelim
A pequena semente
de origem oriental é rica em propriedades funcionais. Entre elas, a
capacidade de reduzir a quantidade de açúcar no sangue para pacientes
diabéticos e diminuir a pressão arterial em pacientes cardíacos. E
ainda, devido à presença da vitamina E em sua composição, traz alguns
benefícios para a saúde da pele.
Um estudo realizado na Índia
avaliou 32 voluntários e 18 voluntárias, com idade entre 35 e 60 anos,
que foram instruídos a utilizar, sempre que necessário, exclusivamente o
óleo de gergelim em suas refeições por 45 dias. A substituição dos
óleos comuns pelo óleo de gergelim resultou em uma melhora significativa
da saúde dos pacientes. Depois de decorrido o período, os pesquisadores
fizeram exames e constataram que os pacientes com pressão arterial alta
apresentavam pressão normal, além de demonstrarem uma diferença
significativa no peso e na massa corporal. Nos pacientes hipertensos,
ainda foi possível notar um aumento nos níveis de antioxidantes,
substâncias que protegem o fígado e evitam o acúmulo de toxinas e
gorduras no organismo.
Segundo o Live Strong, o óleo da semente
ainda pode ser usado para trazer muitos benefícios para a pele. O site
afirma que foi possível notar que as pessoas que aplicam óleo de
gergelim diretamente sobre a pele diminuem o aparecimento de infecções
cutâneas e, se aplicado nas juntas, elimina as dores graças à sua ação
antibacteriana e anti-inflamatória. O óleo também foi usado no combate
ao câncer de pele e se mostrou muito eficaz na redução do surgimento e
desenvolvimento de melanomas.
- Óleo de cártamo
O
óleo de cártamo é extraído de uma planta bulbosa semelhante ao açafrão,
servindo até mesmo como substituto do ingrediente na culinária. Rico em
antioxidantes e ômegas, pesquisas revelam que uma pequena dose diária
desse óleo traz muitos benefícios para a saúde.
Em 2011, um
estudo desenvolvido na Ohio State University, liderado pela pesquisadora
Martha Belury e publicado no portal Science Daily apontou que o segredo
do óleo de cártamo está no ômega-6 – também conhecido como ácido
linoleico – e abundantemente encontrado na planta.
A pesquisa
contou com voluntárias do sexo feminino que estavam no período
pós-menopausa e apresentavam sobrepeso. Elas foram instruídas a tomar um
pouco menos do que duas colheres de chá de óleo de cártamo por dia e,
após 16 semanas, apresentaram uma redução significativa nos níveis de
colesterol e nas taxas de açúcar presente no sangue – dois fatores de
risco muito comuns em pacientes acima do peso.
Esses resultados
complementam uma pesquisa realizada pelo mesmo grupo em 2009 e
publicada no portal American Journal of Clinical Nutrition. No primeiro
estudo, os pesquisadores concluíram que o ácido linoleico encontrado no
óleo de cártamo contribui para o emagrecimento, diminui a ocorrência de
inflamações e reduz a resistência à insulina. Associando as duas
pesquisas, Martha Belury e sua equipe puderam concluir que o alimento
aumenta a sensibilidade do organismo à insulina. A boa notícia é que com
o aumento da sensibilidade, cai drasticamente o risco do
desenvolvimento da diabete de tipo 2.
- Óleo de linhaça
Assim como os demais óleos extraídos de grãos e sementes, o óleo de
linhaça é vastamente utilizado no controle do colesterol e da pressão
arterial, além de apresentar ação anti-inflamatória. Mas o alimento
também pode ser usado para algumas finalidades especiais.
O
Centro Médico da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos,
desenvolveu uma extensa pesquisa acerca do óleo extraído das pequenas
sementes da linhaça. Os pesquisadores explicam que esse óleo é uma
excelente fonte de ômega-3 e ômega-6, que são substâncias importantes
para a saúde do organismo.
De acordo com a pesquisa, o alimento
contém ácido alfalinolênico (ALA) que, quando consumido, é convertido
pelo organismo nos ácidos eicosapentaenoico (EPA) e docosahexaenoico
(DHA). Os pesquisadores apontam que esses últimos compostos são
vastamente encontrados no óleo de peixe, o que faz com que o óleo de
linhaça seja uma alternativa aos vegetarianos que desejam complementar
sua alimentação e o fazem exclusivamente com alimentos de origem
vegetal.
Já o portal Live Strong indica um estudo realizado na
Universidade Park, na Pensilvânia, nos Estados Unidos, conduzido pela
pesquisadora Amy Griel e publicado no portal Nutrition Journal acerca da
relação entre o consumo do óleo de linhaça e os benefícios na estrutura
óssea. As análises feitas com 23 voluntários (20 homens e 3 mulheres)
demonstraram que o ômega-3 contido no óleo previne e protege o
metabolismo dos ossos.
Naturalmente, a estrutura óssea sofre um
desgaste que é recompensado por um ciclo de regeneração pelo qual o
organismo passa. Com o envelhecimento e a deficiência da absorção de
vitaminas, essa regeneração perde parcialmente sua capacidade de
recuperar os ossos, o que acaba resultando no enfraquecimento e,
consequentemente, no aparecimento de doenças, como a osteoporose. O
estudo revela que o óleo de linhaça tem a capacidade de desacelerar e
até mesmo reverter esse processo.
- Óleo de girassol
Tão comum quanto o óleo de soja ou de milho, o óleo de girassol
representa uma alternativa mais saudável na cozinha. Além disso, as
mulheres podem abusar dos benefícios dele, já que o alimento é rico em
triptofano, um aminoácido que tem o poder de reduzir o inchaço e ajuda a
melhorar o humor. O óleo de girassol ainda representa uma ótima fonte
de ácidos graxos (ômage-6 e ômega-9) e vitamina E.
Mas a maior
vantagem de inserir esse alimento na sua dieta regular é proteger o seu
coração. A vitamina E presente no óleo defende o organismo contra os
radicais livres e impede a formação de placas de aterosclerose – uma
doença inflamatória que age sobre os vasos sanguíneos.
Um
estudo realizado na Tufts University, em Boston, nos Estados Unidos e
publicado no portal Journey of the American College of Nutrition também
aponta que o óleo de linhaça diminui consideravelmente os níveis de
colesterol, o que representa um cuidado a mais com a saúde do coração já
que o risco de doenças cardiovasculares cai consideravelmente.
Nunca é demais lembrar que o consumo dos óleos funcionais deve estar
associado a uma dieta equilibrada e à pratica regular de exercícios.
Além da alimentação e da aplicação na pele, em alguns casos também é
possível ingerir os óleos em forma de cápsulas. No entanto, o
acompanhamento médico é indispensável em qualquer uma das situações.
Lembre-se de consultar um especialista sempre que desejar fazer
mudanças significativas na sua dieta. Ele é um profissional capacitado e
saberá indicar os melhores alimentos e a dosagem correta para que você
alcance seus objetivos de maneira segura e eficaz.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Importância do consumo de alho
ALHO
Desde há muito tempo, a ingestão de alho tem sido empiricamente associada ao fortalecimento do sistema imunológico e à prevenção de doenças cardiovascular...es.
Em certa medida, essas qualidades encontraram suporte em vários estudos laboratoriais realizados na última década. Segundo eles, tais propriedades provêm de alguns fitoquímicos, da arginina que modula a função dos linfócitos T (células importantes que compõe a defesa imune do organismo), e a alicina, que também estimula a proliferação e a diferenciação de células do sistema imunológico.
Também em estudos laboratoriais, verificou-se que o alho contém outras substâncias ativas que proporcionam ação expectorante, antisséptica, bactericida e anticoagulante que, em tese, poderiam reduzir a possibilidade de eventos cardiovasculares.
Estudos clínicos, contudo, ainda não foram conclusivos no sentido de comprovar, na prática, os potenciais efeitos sugeridos por pesquisas experimentais.
Por exemplo, os vários estudos clínicos que examinaram a relação entre ingestão de alho e morbidade e mortalidade cardiovascular permanecem inconclusivos.
Por outro lado, embora estudos preliminares apontem para uma relação positiva entre consumo de alho e menor incidência de certos tipos de câncer como de estômago e do intestino, estudos com maior profundidade ainda não foram realizados.
Em que pesem as dúvidas, os potenciais benefícios são tantos que diante da ausência de contra-indicações não se pode criticar quem garanta em seu cardápio um alho por dia.
Quanto ao melhor aproveitamento de seus benefícios, todos parecem concordar que o consumo do alho in natura leva vantagem — não há dúvida de que seus efeitos se perdem nas preparações em pó, em molhos ou em temperos prontos
Desde há muito tempo, a ingestão de alho tem sido empiricamente associada ao fortalecimento do sistema imunológico e à prevenção de doenças cardiovascular...es.
Em certa medida, essas qualidades encontraram suporte em vários estudos laboratoriais realizados na última década. Segundo eles, tais propriedades provêm de alguns fitoquímicos, da arginina que modula a função dos linfócitos T (células importantes que compõe a defesa imune do organismo), e a alicina, que também estimula a proliferação e a diferenciação de células do sistema imunológico.
Também em estudos laboratoriais, verificou-se que o alho contém outras substâncias ativas que proporcionam ação expectorante, antisséptica, bactericida e anticoagulante que, em tese, poderiam reduzir a possibilidade de eventos cardiovasculares.
Estudos clínicos, contudo, ainda não foram conclusivos no sentido de comprovar, na prática, os potenciais efeitos sugeridos por pesquisas experimentais.
Por exemplo, os vários estudos clínicos que examinaram a relação entre ingestão de alho e morbidade e mortalidade cardiovascular permanecem inconclusivos.
Por outro lado, embora estudos preliminares apontem para uma relação positiva entre consumo de alho e menor incidência de certos tipos de câncer como de estômago e do intestino, estudos com maior profundidade ainda não foram realizados.
Em que pesem as dúvidas, os potenciais benefícios são tantos que diante da ausência de contra-indicações não se pode criticar quem garanta em seu cardápio um alho por dia.
Quanto ao melhor aproveitamento de seus benefícios, todos parecem concordar que o consumo do alho in natura leva vantagem — não há dúvida de que seus efeitos se perdem nas preparações em pó, em molhos ou em temperos prontos
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Embrapa lança alimentos com maior teor de vitaminas e nutrientes
Alimentos reforçados
Feijão com o dobro de ferro, batata-doce alaranjada com muita vitamina A e arroz polido com altos teores de zinco.
Esses alimentos já estão sendo produzidos no Brasil e podem ser aliados importantes no combate à desnutrição, principalmente da população mais pobre.
Os produtos foram desenvolvidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e são conhecidos como alimentos biofortificados.
Sem transgênicos
A técnica proporciona o melhoramento por meio da seleção das sementes que apresentam características desejáveis de micronutrientes e não usa a manipulação genética, o que significa que não são alimentos transgênicos.
A pesquisa começou há cerca de dez anos, sob a coordenação da engenheira de alimentos da Embrapa Marilia Nucci.
"Nós estamos desenvolvendo cultivos agrícolas com maiores teores de ferro, zinco e pró-vitamina A. Começamos trabalhando com mandioca, feijão e milho. Depois fomos adicionando outros alimentos, como o feijão caupi [variedade resistente à seca], batata-doce, trigo e abóbora. Estamos buscando alimentos básicos, consumidos em grande quantidade pela população mais carente."
Alimentos biofortificados
O feijão teve os teores elevados de 50 gramas para 90 gramas de ferro por quilo.
A mandioca, que praticamente não tem betacaroteno, passou para nove microgramas por grama.
A batata-doce teve o betacaroteno elevado de 10 microgramas por grama para 115 microgramas por grama. O arroz teve o teor de zinco acrescido de 12 para 18 microgramas por quilo.
"A batata-doce que nós lançamos é cor de abóbora. Ela tem a mesma quantidade de pró-vitamina A que a cenoura. O gosto é muito bom e está agradando principalmente as crianças", disse.
A Embrapa faz parte de uma aliança internacional para desenvolver alimentos biofortificados, mas a propriedade intelectual do que for desenvolvido no Brasil pertencerá à empresa.
No país, já são cerca de 1,2 mil famílias plantando alimentos biofortificados, com expectativa de se chegar a 15 mil nos próximos três anos.
Projeto Biofort
Em 2014, a Embrapa pretende desenvolver um teste de impacto nutricional com a população para medir os resultados dos alimentos biofortificados em comparação aos convencionais.
Atualmente a empresa desenvolve sete variedades agrícolas: abóbora, arroz, batata-doce, feijão, feijão caupi, mandioca e milho.
A Embrapa dispõe de uma quantidade de sementes para o plantio das safras. A distribuição é feita por meio de pedidos diretos, que podem ser feitos por prefeituras ou escolas, podendo ser utilizados nos programas de merenda escolar.
O foco do projeto é a Região Nordeste. Testes foram feitos nos estados do Maranhão, de Sergipe e do Piauí, onde também é processada a multiplicação das sementes.
Outras informações podem ser acessadas na página da Embrapa sobre o projeto: www.biofort.com.br.
Feijão com o dobro de ferro, batata-doce alaranjada com muita vitamina A e arroz polido com altos teores de zinco.
Esses alimentos já estão sendo produzidos no Brasil e podem ser aliados importantes no combate à desnutrição, principalmente da população mais pobre.
Os produtos foram desenvolvidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e são conhecidos como alimentos biofortificados.
Sem transgênicos
A técnica proporciona o melhoramento por meio da seleção das sementes que apresentam características desejáveis de micronutrientes e não usa a manipulação genética, o que significa que não são alimentos transgênicos.
A pesquisa começou há cerca de dez anos, sob a coordenação da engenheira de alimentos da Embrapa Marilia Nucci.
"Nós estamos desenvolvendo cultivos agrícolas com maiores teores de ferro, zinco e pró-vitamina A. Começamos trabalhando com mandioca, feijão e milho. Depois fomos adicionando outros alimentos, como o feijão caupi [variedade resistente à seca], batata-doce, trigo e abóbora. Estamos buscando alimentos básicos, consumidos em grande quantidade pela população mais carente."
Alimentos biofortificados
O feijão teve os teores elevados de 50 gramas para 90 gramas de ferro por quilo.
A mandioca, que praticamente não tem betacaroteno, passou para nove microgramas por grama.
A batata-doce teve o betacaroteno elevado de 10 microgramas por grama para 115 microgramas por grama. O arroz teve o teor de zinco acrescido de 12 para 18 microgramas por quilo.
"A batata-doce que nós lançamos é cor de abóbora. Ela tem a mesma quantidade de pró-vitamina A que a cenoura. O gosto é muito bom e está agradando principalmente as crianças", disse.
A Embrapa faz parte de uma aliança internacional para desenvolver alimentos biofortificados, mas a propriedade intelectual do que for desenvolvido no Brasil pertencerá à empresa.
No país, já são cerca de 1,2 mil famílias plantando alimentos biofortificados, com expectativa de se chegar a 15 mil nos próximos três anos.
Projeto Biofort
Em 2014, a Embrapa pretende desenvolver um teste de impacto nutricional com a população para medir os resultados dos alimentos biofortificados em comparação aos convencionais.
Atualmente a empresa desenvolve sete variedades agrícolas: abóbora, arroz, batata-doce, feijão, feijão caupi, mandioca e milho.
A Embrapa dispõe de uma quantidade de sementes para o plantio das safras. A distribuição é feita por meio de pedidos diretos, que podem ser feitos por prefeituras ou escolas, podendo ser utilizados nos programas de merenda escolar.
O foco do projeto é a Região Nordeste. Testes foram feitos nos estados do Maranhão, de Sergipe e do Piauí, onde também é processada a multiplicação das sementes.
Outras informações podem ser acessadas na página da Embrapa sobre o projeto: www.biofort.com.br.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Iogurte Grego
Afinal, o que tem de tão especial no Iogurte Grego?
Você já reparou que DO NADA o tal de Iogurte Grego tomou conta das prateleiras do supermercado?
As marcas Vigor e Nestlé lançaram quase que simultaneamente esse produto, numa espécie de guerra entre os iogurtes!
O IOGURTE GREGO é feito de forma semelhante ao tradicional, mas com um
processo adicional de filtragem com um pano ou um saco de papel para remover o soro. Isso dá ao iogurte grego uma consistência mais firme, parecida entre a consistência de um iogurte e de um queijo.
Mas afinal, o que será que ele tem de tão especial? A composição nutricional é semelhante a de um iogurte normal?
Vamos comparar dois iogurtes da mesma marca: uma versão de Iogurte Integral Sabor Mel versus o Iogurte Grego Sabor Tradicional:
*Os iogurtes são comercializados em unidades de venda diferentes. A versão sabor mel é o dobro (200g) que o iogurte grego, mas padronizamos os valores da tabela expressos em 100g para que fosse possível a comparação.
- Podemos perceber que o iogurte grego possui mais CALORIAS…se você está de dieta, fique de olho.
- A versão grega também possui mais PROTEÍNAS. Ponto positivo!
- Infelizmente olhe a quantidade de GORDURAS TOTAIS da versão grega: 7,5g comparados às 3,1g da versão integral sabor mel. Isso é mais que uma sobremesa de chocolate, tipo Chandelle, sabia?
- A quantidade de gorduras saturadas também é super alta no iogurte grego: 5,1g.
- Ao contrário do que alguns críticos andam comentando, tivemos uma boa notícia ao ver que o CÁLCIO na versão grega dessa marca é 2x maior que o iogurte normal.
- Os valores de carboidratos e de sódio são bem semelhantes.
Temos que chamar a atenção também com relação à composição desse iogurte. Eles estão utilizando leite desnatado, mas adicionam creme de leite. Ou seja, adicionam gordura!
Os ingredientes “concentrado protéico de leite” e “estabilizante gelatina” que estão sendo utilizados na produção desses iogurtes, mostram que ele não é o verdadeiro iogurte grego, mas sim, um iogurte com jeitinho grego de ser.
Claro que o iogurte grego é bem gostoso, afinal a consistência agrada ao paladar, além de apresentar versões com frutas e cereais. Mas fique sempre bem atento aos rótulos dos alimentos que você consome!
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Cursos Alimentação
CURSOS DE ALIMENTAÇÃO
¶Alimentação
Equilibrada
¶Alimentação
da Gestante
¶Alimentação
Infantil
¶Alimentação
para Refluxo-Esofágico
¶Alimentação
para Obstipação (Prisão de Ventre)
¶Alimentação
do Idoso
¶Alimentação
do Diabético
¶Alimentação
do Hipertenso
¶Alimentação
para Doença Cardíaca
¶
Alimentação para Gastrite
¶Alimentação
para Sobrepeso
¶Alimentação
para Doença Renal
¶Alimentação
para Doença Hepática
¶Alimentação
para Osteoporose
¶Alimentação
para Hiperlipidemia (colesterol, triglicérides)
¶Aproveitamento
Integral dos Alimentos
¶Alimentação
Natural
¶Manipulação
de Alimentos
¶Direito
Humano à Alimentação Adequada
Ministrados pela nutricionista Fernanda Gomes
Público alvo: População em geral que deseja ter uma boa saúde, pacientes,
familiares e profissionais que cuidam de pessoas acometidas por problemas
nutricionais e os que atuam na área de alimentação.
Carga horária: 3
Horas Valor: R$ 40,00
Local: Casa São
Paulo Apóstolo- Rua Castro Alves, 1270. Centro. Feira de Santana.
Atendimento
individualizado com nutricionista Fernanda Gomes na Clínica São Vicente.
Endereço: Travessa Visconde de Cairu, 04- Vila Nazaré- Ponto Central
Telefone: 3625-0771
quinta-feira, 22 de março de 2012
FAO afirma que dois terços da fome se concentra em sete países
Dois terços dos famintos vivem em apenas sete países e um terço dos alimentos produzidos para consumo humano é perdido ou desperdiçado em todo o mundo. Além disso, cerca de 90% das terras agrícolas potencialmente acessíveis situam-se na América Latina e África Subsaariana, e metade está concentrada em apenas sete países.
Esses e outros dados estão presentes na revisão do Anuário Estatístico da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O anuário constitui uma série de estatísticas recolhidas por todo o mundo em quatro grandes categorias temáticas: o estado dos recursos agrícolas de base; dimensão da fome, alimentação mundial e sustentabilidade.
“O anuário é uma janela única para quaisquer indicadores estatísticos que sejam necessários. Este novo produto auxilia pesquisadores, políticos, ONGs, jornalistas – todos aqueles que precisam de informação estatística – com o foco em determinado assunto e usar isso como um ponto de partida para analisar questões mais profundas.” afirmou o Diretor da Divisão de Estatísticas da FAO, Pietro Gennari. “A grande abrangência deste novo anuário nos lembra que a erradicação da fome não pode ser separada das respostas a outros desafios globais.”
Exemplos de questões analisadas na publicação incluem a pressão exercida pela agricultura sobre os recursos hídricos e dos solos, como o uso excessivo e a poluição, o potencial impacto da falta de acesso das mulheres a meios de produção agrícola e a terra no desenvolvimento econômico e social nacional; dados sobre o investimento na agricultura; o espectro da subnutrição; o desperdício e as perdas alimentares; a agricultura e a sustentabilidade ambiental; e a volatilidade dos preços dos alimentos.
Esses e outros dados estão presentes na revisão do Anuário Estatístico da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O anuário constitui uma série de estatísticas recolhidas por todo o mundo em quatro grandes categorias temáticas: o estado dos recursos agrícolas de base; dimensão da fome, alimentação mundial e sustentabilidade.
“O anuário é uma janela única para quaisquer indicadores estatísticos que sejam necessários. Este novo produto auxilia pesquisadores, políticos, ONGs, jornalistas – todos aqueles que precisam de informação estatística – com o foco em determinado assunto e usar isso como um ponto de partida para analisar questões mais profundas.” afirmou o Diretor da Divisão de Estatísticas da FAO, Pietro Gennari. “A grande abrangência deste novo anuário nos lembra que a erradicação da fome não pode ser separada das respostas a outros desafios globais.”
Exemplos de questões analisadas na publicação incluem a pressão exercida pela agricultura sobre os recursos hídricos e dos solos, como o uso excessivo e a poluição, o potencial impacto da falta de acesso das mulheres a meios de produção agrícola e a terra no desenvolvimento econômico e social nacional; dados sobre o investimento na agricultura; o espectro da subnutrição; o desperdício e as perdas alimentares; a agricultura e a sustentabilidade ambiental; e a volatilidade dos preços dos alimentos.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Açucar causam efeitos como drogas
Pesquisadores da Universidade da Califórnia apontam os riscos do consumo excessivo de açúcar para a saúde e defendem a criação de medidas de regulamentação para o produto.
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Em artigo intitulado “A verdade sobre a toxicidade do açúcar”, publicado em 01 de fevereiro na Revista Nature, Robert Lustig, Laura Schmidt e Claire Brindis, da Universidade da Califórnia discutem que o consumo excessivo de açúcar gera riscos à saúde e causa dependência, à semelhança do que ocorre com o álcool e no tabaco.
De acordo com os pesquisadores é um equívoco considerar o açúcar como um produto com “calorias vazias”, pois não há nada de vazio nestas calorias.
Se avolumam evidências de estudos que permitem a comparação entre a dependência causada pelo consumo de açúcar, com a dependência causada pelo álcool e pelo tabaco. A população adulta americana consome diariamente 22 colheres de chá, já os adolescentes consomem 34 colheres do produto.
Para diminuir o consumo excessivo, os autores defendem a taxação de alimentos açucarados e o controle de vendas dos mesmos para menores de 17 anos já que o consumo de açúcar triplicou nos últimos 50 anos, ajudando a criar uma pandemia global de obesidade que contribuiu para a ocorrência de 35 milhões de mortes anuais em todo o mundo devido a doenças não infecciosas, incluindo diabetes, doenças cardiovasculares e câncer.
O professor do Depto de Pediatria e do Centro para Avaliação, Estudo e Tratamento da Obesidade, da Universidade da Califórnia, Lusting diz “que assim como existem gorduras boas e más, carboidratos e aminoácidos bons e ruins, também existem calorias boas e más” entretanto, segundo ele, o açúcar “chega a ser tóxico além de suas calorias.”
Segundo Kelly Brownell, diretora do Centro Rudd de Política Alimentar e Obesidade, da Universidade de Yale, a indústria de alimentos tenta dar a entender que “uma caloria é apenas uma caloria” entretanto, estudos sugerem que há algo diferente relacionado ao açúcar.
Outros dados apresentados indicam que que o excesso de açúcar pode levar ao aumento da pressão arterial, comprometer a atividade hormonal além de prejudicar o fígado, causando reações semelhantes às provocadas pelo efeito do álcool. Os pesquisadores também tem investigado o efeito do açúcar no cérebro e como o organismo absorve as calorias advindas dessa substância, sugerindo que o açúcar ativa mecanismos de recompensa no cérebro, semelhantes aos causados por drogas tradicionais como morfina e heroína. Segundo Brownell “os efeitos confirmam o que as pessoas dizem superficialmente, que anseiam por açúcar e que sua ausência causa sensações de abstinência, semelhantes às causadas pela diminuição do consumo de álcool e tabaco”.
Há também um consenso bastante desfavorável em relação às bebidas açucaradas pois, de acordo com Brownell “quando as calorias vêm em líquido, o corpo não se sente tão satisfeito” e, por essa razão “as pessoas acabam consumindo cada vez mais calorias.”
Países como França, Dinamarca, Grécia e algumas cidades e estados dos EUA tem adotado a taxação de refrigerantes. Medidas como esta, no entanto, não são unânimes e são utilizados argumentos tais como a não preocupação com a saúde e a valorização da satisfação pessoal e prazer de muitas pessoas.
Os professores sugerem campanhas públicas de informação para que as pessoas conheçam as conseqüências dos atuais padrões de consumo. Também sugerem que “algumas intervenções que reduziram o consumo de álcool e tabaco podem ser utilizadas como modelo para abordar o problema com o açúcar, entre elas estão: a taxação, o controle do consumo e exigência de licença para venda de alimentos com teores elevados de açúcar em máquinas de venda automática ou em lanchonetes de escolas ou locais de trabalho.”
“Não estamos falando em proibição” disse Schimdt, “Estamos apenas tentando convencer o governo a proteger a saúde da população por meio de medidas de regulatórias que possam diminuir o consumo de açúcar. Queremos aumentar o poder de escolha da população buscando tornar alimentos mais saudáveis, que tenham menor teor de açúcares, mais baratos e acessíveis à população”.
De acordo com os pesquisadores é um equívoco considerar o açúcar como um produto com “calorias vazias”, pois não há nada de vazio nestas calorias.
Se avolumam evidências de estudos que permitem a comparação entre a dependência causada pelo consumo de açúcar, com a dependência causada pelo álcool e pelo tabaco. A população adulta americana consome diariamente 22 colheres de chá, já os adolescentes consomem 34 colheres do produto.
Para diminuir o consumo excessivo, os autores defendem a taxação de alimentos açucarados e o controle de vendas dos mesmos para menores de 17 anos já que o consumo de açúcar triplicou nos últimos 50 anos, ajudando a criar uma pandemia global de obesidade que contribuiu para a ocorrência de 35 milhões de mortes anuais em todo o mundo devido a doenças não infecciosas, incluindo diabetes, doenças cardiovasculares e câncer.
O professor do Depto de Pediatria e do Centro para Avaliação, Estudo e Tratamento da Obesidade, da Universidade da Califórnia, Lusting diz “que assim como existem gorduras boas e más, carboidratos e aminoácidos bons e ruins, também existem calorias boas e más” entretanto, segundo ele, o açúcar “chega a ser tóxico além de suas calorias.”
Segundo Kelly Brownell, diretora do Centro Rudd de Política Alimentar e Obesidade, da Universidade de Yale, a indústria de alimentos tenta dar a entender que “uma caloria é apenas uma caloria” entretanto, estudos sugerem que há algo diferente relacionado ao açúcar.
Outros dados apresentados indicam que que o excesso de açúcar pode levar ao aumento da pressão arterial, comprometer a atividade hormonal além de prejudicar o fígado, causando reações semelhantes às provocadas pelo efeito do álcool. Os pesquisadores também tem investigado o efeito do açúcar no cérebro e como o organismo absorve as calorias advindas dessa substância, sugerindo que o açúcar ativa mecanismos de recompensa no cérebro, semelhantes aos causados por drogas tradicionais como morfina e heroína. Segundo Brownell “os efeitos confirmam o que as pessoas dizem superficialmente, que anseiam por açúcar e que sua ausência causa sensações de abstinência, semelhantes às causadas pela diminuição do consumo de álcool e tabaco”.
Há também um consenso bastante desfavorável em relação às bebidas açucaradas pois, de acordo com Brownell “quando as calorias vêm em líquido, o corpo não se sente tão satisfeito” e, por essa razão “as pessoas acabam consumindo cada vez mais calorias.”
Países como França, Dinamarca, Grécia e algumas cidades e estados dos EUA tem adotado a taxação de refrigerantes. Medidas como esta, no entanto, não são unânimes e são utilizados argumentos tais como a não preocupação com a saúde e a valorização da satisfação pessoal e prazer de muitas pessoas.
Os professores sugerem campanhas públicas de informação para que as pessoas conheçam as conseqüências dos atuais padrões de consumo. Também sugerem que “algumas intervenções que reduziram o consumo de álcool e tabaco podem ser utilizadas como modelo para abordar o problema com o açúcar, entre elas estão: a taxação, o controle do consumo e exigência de licença para venda de alimentos com teores elevados de açúcar em máquinas de venda automática ou em lanchonetes de escolas ou locais de trabalho.”
“Não estamos falando em proibição” disse Schimdt, “Estamos apenas tentando convencer o governo a proteger a saúde da população por meio de medidas de regulatórias que possam diminuir o consumo de açúcar. Queremos aumentar o poder de escolha da população buscando tornar alimentos mais saudáveis, que tenham menor teor de açúcares, mais baratos e acessíveis à população”.
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